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2015 está chegando: apertem os cintos, não os dentes

O fim do ano e nossas expectativas para o ano que virá, trazem ansiedade e podem levar ao estresse. Um dos reflexos comuns desse estado é apertar os dentes. Além de danificar a estrutura dentária, isso pode provocar ou agravar a DTM (Disfunção Temporomandibular). A DTM é uma condição crônica muito mais comum do que se imagina: 40 a 75% da população apresentam pelo menos 1 sinal de DTM e 33% sofrem com pelo menos um dos sintomas da doença. Dores na face, na região próxima aos ouvidos, e dores de cabeça frequentes, estalos nos movimentos da boca, dificuldade em abrir a boca e mastigar, travamento da mandíbula são alguns dos sinais e sintomas relacionados à DTM.

A quantidade de tratamentos oferecidos por profissionais sem especialização é alarmante. Sem o diagnóstico e tratamento correto a condição se agrava, retarda o alívio do sofrimento e compromete a qualidade de vida do paciente. A divulgação da Disfunção Temporomandibular, seus sintomas e possibilidades de tratamento, é muito importante para que mais pessoas tenham acesso às informações relacionadas à doença e possam buscar um especialista. Criada em 2002 pelo Conselho Federal de Odontologia, a especialidade Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, ainda é pouco conhecida, inclusive entre os profissionais de saúde. Talvez por isso, apenas 35,4% dos médicos encaminham pacientes com os sintomas da DTM para especialistas da área.

A chave para o diagnóstico correto é o relato do paciente associado ao exame físico. Em alguns casos, são solicitados exames de imagem como radiografia, tomografia e ressonância da articulação temporomandibular (ATM) e exames laboratoriais.

A boa notícia é que, com o diagnóstico correto, o tratamento da DTM é simples e eficiente: 90% dos pacientes têm os sintomas controlados e podem seguir com uma vida normal. Por ser uma condição crônica, não há cura e sim controle. Por isso é fundamental um diagnóstico por um cirurgião dentista, especialista em DTM e Dor Orofacial, que pode tratar esta disfunção com terapias não invasivas e reversíveis. Educação de hábitos, auto manejo, uso de medicamentos, placa interoclusal, treinamento postural e exercícios são eficientes em quase todos os casos de DTM – a necessidade de cirurgia é muito rara. Infelizmente, estima-se que o apenas 0,03% das pessoas com DTM realizam o tratamento adequado.

A Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial – SBDOF foi criada em 2012 e vem trabalhando para informar a comunidade odontológica, médica e a população a respeito da especialidade. “Compartilhar o conhecimento sobre a DTM é muito importante para ajudar que mais e mais pessoas tenham o diagnóstico correto e acesso ao tratamento. Sem isso, comprometemos a qualidade de vida de milhões de pessoas”, explica Paulo César Rodrigues Conti, presidente da SBDOF.

Números e fatos:

– A articulação o temporomandibular é responsável pelos
movimentos da boca e uma das estruturas mais usadas pelo
corpo: movimenta-se cerca de 2 mil vezes ao longo do dia;
– 40% a 75% da população apresenta pelo menos 1 sintoma de
DTM e 33% ao menos um sintoma;
– As mulheres representam 85,4% os casos da doença
– 41% a 68% de estudantes universitários apresentam algum sinal
ou sintoma de DTM;
– A dor na cabeça está entre os sintomas de 90% dos casos de
DTM;
– 56% dos pacientes com cefaleia ou dor de cabeça apresentam
DTM;
– Apenas 0,03% das pessoas que precisam de tratamento pra DTM
o realizam.
Principais sintomas:
– Dores na face, cabeça e região próxima ao ouvido;
– Ruídos nos movimentos da boca;
– Limitação ou travamento de movimentação da mandíbula.
– Dor irradiada para ouvido, cabeça e/ou dentes.

Via SBDOF

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