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A importância do protetor bucal

Historicamente, o Brasil é considerado um celeiro extremamente fértil para o surgimento de novos talentos no esporte, seja no boxe, futebol ou basquete. Prova disso, é o crescente aumento de praticantes nas modalidades que exigem muito contato físico, como as artes marciais, especialmente por conta do MMA (Mixed Martial Arts), a nova ‘febre’ entre os brasileiros.

Entretanto, esse fenômeno também aumentou o número de lesões na região da face, devido ao descuido dos praticantes em não utilizar o protetor bucal. Segundo dados da Associação Americana de Odontologia (ADA), um terço de todos os traumatismos bucais está relacionado com práticas desportivas e a utilização do utensílio poderia evitar mais de 200 mil ferimentos a cada ano.

A função básica do protetor bucal é reduzir os impactos frontais, engana-se quem pensa que o utensílio protege apenas os dentes do atleta, ele vai muito além. Segundo Hugo Rosin, cirurgião-dentista e diretor executivo da DVI Radiologia, existem diversos tipos de traumas que podem acontecer ao não utilizar a proteção. “Podem ocorrer a quebra ou rachadura dos dentes, fraturas de próteses, ferimentos nos lábios e bochechas, fraturas de arcada e concussões mesmo em um treinamento leve”.

A proteção ocorre basicamente de duas maneiras, através da absorção do impacto pelo protetor até os dentes, dissipando a energia de golpes ou de choques físicos entre os dentes e pela força muscular utilizada pelo atleta para manter a boca fechada ‘segurando’ o mordedor, o que acaba por estabilizar os dentes, os protegendo contra choques mecânicos.

Podemos dizer que a importância de utilizar o protetor é bem clara; no entanto, boa parte só começa a utilizar após sofrer algum tipo de lesão. “Isso acontece devido a uma suposta influência que compromete a capacidade respiratória do esportista, afetando diretamente no rendimento em esportes com muito contato, como o UFC, boxe e futebol americano, onde o seu uso é obrigatório”, explica Rosin.

O especialista também orienta quanto à escolha do protetor bucal. “O mesmo deve atender a alguns requisitos, como ser estável durante a atividade, dar proteção aos dentes, maxilar e mandíbula, ser grande suficiente para não ser ingerido e permitir a capacidade de o atleta respirar pela boca”, detalha Rosin.

Alguns atletas acabam optando pelo protetor personalizado. “Além de oferecer maior proteção, o utensílio feito sob medida tem melhor adaptação nos dentes, o que reduz a salivação, facilitando assim a respiração do atleta”, comenta Rosin, explicando que o essas vantagens acabam requerendo um investimento mais alto do que o destinado aos protetores convencionais.

“Em esportes mais leves, como basquete e futebol, seu uso é opcional. Mesmo assim, é recomendado, pois caso aconteça uma lesão mais grave, os tratamentos, além de onerosos, demandam longo tempo de realização, o que obriga um afastamento das atividades por períodos mais longos”, finaliza o executivo.

Traumas de face, lesões labiais e cerebrais são alguns dos problemas que podem ser evitados a partir do uso do protetor bucal.

Este release foi criado por Hugo Rosin, diretor executivo da DVI Radiologia, e publicado no Jornal Brasil.

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