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Novas técnicas garantem sorrisos mais bonitos e elevam a autoestima

RIO – O avanço da tecnologia e a popularização das técnicas mais recentes têm tornado o sonho do sorriso perfeito cada vez mais acessível aos bolsos das famílias e, assim, atraído um público variado aos consultórios de dentistas e cirurgiões plásticos. O arsenal de soluções para velhas angústias se sofistica, com a adoção de soluções menos invasivas e mais eficazes, que prometem reduzir o medo do consultório odontológico a uma singela lenda urbana, transmitida por gerações passadas.

No consultório do dentista Mário Groisman, na Barra, aparelhos tradicionais, com brackets de metal, já fazem parte do passado para cerca de 40% da clientela do segmento de ortodontia. Estes pacientes utilizam alinhadores: aparelhos removíveis e transparentes, colocados especificamente sobre cada arcada. Eles exercem diferentes pressões, em pontos diversos, e costumam ser substituídos, em média, a cada dois meses, conforme os resultados e o comprometimento dos usuários com o tratamento. Outra vantagem é que não interferem na fala.

— A técnica chegou ao Brasil há uns seis anos, trazida por uma marca específica, que cobrava valores elevados, o que tornava o tratamento muito dispendioso. Hoje isso mudou, e outras empresas trabalham com o mesmo material. A solução tem atraído pacientes mais velhos, que não se adaptavam ao tratamento tradicional. Na consulta de avaliação, nós já preparamos uma sequência de alinhadores a serem utilizados pelo paciente — afirma.

Foi o caso da cardiologista Heloísa Rocha, de 45 anos. Há oito, ela tentou um tratamento ortodôntico convencional, mas não suportou a rotina de privações alimentares, feridas bucais e difícil higienização. Recentemente, voltou a procurar tratamento para bruxismo, o ranger das arcadas por estresse, que se acentua durante o sono e pode resultar na quebra das pontas dos dentes, problema que enfrentou.

— Eu vivia com a boca ferida, pelo contato do aparelho com os lábios, e não conseguia passar fio dental. Usar aparelho foi uma péssima experiência. O alinhador é discreto, não machuca, pode ser removido nos momentos necessários e atua especialmente à noite, quando estou dormindo. Assim, não causa transtornos. Estou utilizando meu segundo modelo, e a qualidade do sono já melhorou muito — afirma.

Groisman explica que geralmente o paciente mais velho tem resistência ao uso de aparelhos, mas a nova técnica tem convencido muitos deles a aderir ao tratamento.

— Muita gente tem na memória os modelos antigos e desconfortáveis que, além de causar dor, podiam motivar bullying. Eu senti isso na pele quando usei aparelho. Geralmente, esses pacientes pedem soluções mais radicais, como extrações. E eu mostro que é possível salvar os dentes com processos mais leves e gerar um belo sorriso como recompensa — explica.

Em certos casos, o descontentamento com o sorriso não é causado pelo tamanho da gengiva, que se destaca nos momentos de descontração e inibe o paciente. O problema, de caráter exclusivamente estético, afeta a autoestima de uma legião que não sabe que ele pode ser combatido com a gengivectomia. A cirurgia, realizada em consultório, reduz o nível da gengiva, removendo o excesso de tecido. Geralmente, o procedimento exige também modificações nos contornos do alveolar, o osso que contorna gengiva e dentes.

Especializado em odontologia estética, Marcelo Siqueira tem percebido aumento na procura pelo procedimento em seu consultório, também na Barra.

— A maioria das pessoas com sorriso gengival se incomoda com ele e o considera um problema, mas não sabe que há uma solução cirúrgica para resolvê-lo de vez. Quando alguém bate à minha porta procurando a gengivectomia, geralmente vem indicado por um paciente que já passou por ela. Esse é um procedimento que nós costumamos indicar; não recebemos muitas solicitações para realizá-lo — afirma.

A universitária Lorena Tavares, de 20 anos, foi operada por Siqueira, após tomar conhecimento da cirurgia por um anúncio na internet.

— A cirurgia foi rápida, não senti dor alguma e já saí do consultório muito feliz, embora os resultados só sejam plenamente perceptíveis após uma semana — afirma.

Nesse período, as restrições são as mesmas impostas a quem passa por qualquer cirurgia de pequeno porte: evitar esforço físico, sol, comida quente e abaixar a cabeça. Para quem não quer se submeter ao procedimento, mas está disposto a investir regularmente na harmonia facial, a aplicação de toxina botulínica é uma alternativa.

Responsável pela clínica Carpe Barra, o cirurgião plástico André Ramos diz que tem havido maior demanda pela solução. Para que o efeito seja preservado, é preciso fazer novas aplicações a intervalos que podem variar de quatro a seis meses:

— Esse é o tempo de ação da toxina, que atua na paralisação dos músculos responsáveis pelo sorriso, suavizando as expressões e levantando menos os lábios. É uma alternativa menos invasiva. O procedimento dura menos de dois minutos, e os efeitos podem ser percebidos logo.

Paciente de Ramos, a gerente administrativa Tatyane Ruiz optou pelo tratamento por receio do pós-operatório de uma cirurgia.

— Não quero passar por uma operação, ter restrições alimentares e sentir dores. Optei pela toxina botulínica e estou muito satisfeita — afirma Tatyane, que refaz o processo semestralmente.

Tratamento com uso de hormônios

A lei federal 9.965, assinada em 27 de abril de 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, surpreende pacientes que chegam ao consultório da dentista Luciana Negrão, na Barra.

— Muitos dentistas não sabem que podem oferecer tratamentos com hormônios, amparados por essa legislação — diz ela. — Por isso, a oferta deste serviço é pequena.

Luciana trabalha com o balanceamento dos hormônios dos pacientes para evitar problemas odontológicos. O primeiro passo é um exame de saliva.

— Avaliamos o nível dos hormônios. Quando o cortisol está muito elevado, pode provocar doenças periodontais e bruxismo. Já o estrogênio e a progesterona altos podem desencadear periodontite. Então, nós modulamos o paciente, e os mediadores químicos afetam o processo inflamatório, atuando sobre a dor — afirma.

Luciana recorre à estratégia quando o paciente, mesmo com consultas regulares e boa higiene, não apresenta os avanços esperados na parte clínica.

— Geralmente, esses problemas são provocados por estresse. Uma rotina de atividades físicas regulares e acompanhamento de psicólogo pode ajudar a manter as taxas reguladas — conclui.

A dramaturgia contribui muito para a inspiração dos pacientes, que chegam aos consultórios em busca de sorrisos perfeitos, com dentes branquinhos, como os dos atores que admiram, em suas telenovelas favoritas. Mas raramente o caminho percorrido é o esperado, o que pode tornar os resultados menos acessíveis. No consultório da dentista Aline Macedo, muitos pacientes chegam em busca de clareamento dental, sem saber que a solução adotada pelos artistas em tempos de televisores de alta definição, com imagens em 4K, é outra.

— Geralmente, eles utilizam uma técnica que já está bem difundida por aqui: as lentes de contato dentais, chamadas assim por causa da espessura: são muito finas, mas feitas em cerâmica. Além do efeito de deixar os dentes mais brancos, elas podem aumentar seu comprimento ou largura, preenchendo espaços e proporcionando a sensação de alinhamento que os pacientes tanto procuram — afirma.

Para ser encaixada, a lente de contato exige que o dentista desgaste um pouco o esmalte do dente, mas bem menos do que acontece quando se coloca uma faceta, utilizada em casos mais sérios, em que há comprometimento da coloração, como no caso de escurecimento de dentes que passaram por canal.

— As duas técnicas podem ser utilizadas no mesmo paciente, em dentes diferentes: o efeito é semelhante e ninguém saberia dizer o que foi feito em cada um — conclui.

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Também são cada vez menos invasivas as técnicas utilizadas para sanar ausências dentárias, seja com implantes ou restaurações feitas a partir do uso de tecnologia 3D. Sócio do laboratório de prótese e clínica radiológica Dentalbros, no condomínio O2, na Barra, o cirurgião-dentista Amauri Destri explica que já é possível fazer a análise da situação bucal, elaborar a prótese e colocá-la no mesmo dia.

— Nós oferecemos um co-working para cerca de 25 profissionais, e disponibilizamos todo o serviço para que o dentista possa fazer apenas a colocação do dente. Analisamos o espaço na boca e fresamos a prótese em pouquíssimo tempo, para colocação aqui ou envio para qualquer parte da cidade. A incisão necessária para isso é mínima, em uma cirurgia que dura, em média, de 15 a 20 minutos — afirma.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/novas-tecnicas-garantem-sorrisos-mais-bonitos-elevam-autoestima-21132645#ixzz4fCCQ3Uhb

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