Tomografia computadorizada

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As fraturas dentárias são lesões que apresentam ruptura do tecido dentário caracterizada pela presença de uma linha de descontinuidade que pode apresentar-se em diversas orientações.1 As fraturas longitudinais podem ser classificadas em relação à sua localização, direção e sua extensão, que são classificadas em quatro tipos: 1) fratura de cúspide, que se inicia na cúspide e se estende até a região cervical, podendo atingir esmalte, dentina e polpa; 2) trinca dentária, iniciandose na coroa e se estendendo até a raiz; 3) fratura com separação dentária, em que há o envolvimento de todos os tecidos dentários e que se estende mais apicalmente; e 4) fratura radicular vertical, que ocorre apenas na raiz e apresenta menor grau de sinais e sintomas.2

O diagnóstico de fraturas radiculares é um grande desafio durante os exames iniciais, imediatamente após o trauma, já que os sintomas são variáveis e inespecíficos.3 Em decorrência dessa dificuldade de se obter o diagnóstico preciso, muitas vezes são lançados meios de visualização direta da linha de fratura, que pode ser realizada com a remoção da restauração, do núcleo e/ou guta-percha pela coroa ou pela raiz, com acesso cirúrgico, vista com o auxílio de microscópio óptico, de transiluminação, coloração ou introdução de uma cunha para a separação dos fragmentos. Entretanto, tais métodos são considerados invasivos.4,5 Outra forma de diagnóstico indicado seriam os exames por imagem, que são métodos de caráter não invasivo e frequentemente utilizados na prática clínica.5 A radiografia intrabucal convencional, por ser um dos métodos auxiliares mais acessíveis, é um dos mais usados.

Os achados radiográficos mais comuns são radiolucências apicais e laterais inespecíficas, especialmente quando os fragmentos estão justapostos e sem separação por edema ou tecido de granulação. No entanto, devido à sua natureza bidimensional, há sobreposição das estruturas adjacentes que interferem na visualização direta da linha de fratura, limitando a sensibilidade da técnica para a detecção desse tipo de patologia.

A análise é ainda prejudicada se a direção do feixe de raios X não estiver paralela ao plano de fratura. A presença de artefatos nas imagens, devido ao preenchimento de materiais radiopacos intrarradiculares, é outro fator que pode também mascarar a visualização.6,7 Com o advento da Tomografia Computadorizada por Feixe Cônico (TCFC) e softwares específicos para a odontologia, ferramentas avançadas para a manipulação das imagens estão à disposição para os cirurgiões-dentistas de todas as especialidades odontológicas. Imagens em terceira dimensão (3D), mensurações precisas, imagens sem distorção ou sobreposição e novos planos de visualização para facilitar o diagnóstico estão disponíveis no dia a dia da clínica odontológica.

A imagem gerada pelos tomógrafos de feixe cônico tem sido foco de inúmeros estudos para o seu melhor entendimento e utilização dos recursos.8 As aplicações das imagens geradas nos tomógrafos por feixe cônico dentro das especialidades odontológicas são inúmeras, aplicadas nas diversas áreas da odontologia, como: Implantodontia, Ortodontia, Cirurgia oral menor, Bucomaxilofacial, Periodontia, Endodontia, no estudo das estruturas ósseas das Articulações Temporomandibulares (ATM).9 Esse tipo de tecnologia permite a criação de protótipos, a realização de simulações cirúrgicas, análises cefalométricas e uma série de trabalhos sem a necessidade da presença física do paciente, oferecendo ao profissional a possibilidade de realizar um melhor diagnóstico, bem como selecionar a terapia mais indicada para o caso.10 Porém, apesar das múltiplas vantagens apresentadas pelas imagens adquiridas nos tomógrafos por feixe cônico, algumas limitações surgem frente aos estudos e à aplicação clínica das mesmas. Nesse aspecto, um problema seguidamente evidenciado é a formação de artefatos de imagem.

Tal problema surge devido a inúmeros fatores, como quilovoltagem e miliamperagem baixas utilizadas pelos tomógrafos por feixe cônico na aquisição das imagens, gerando uma maior quantidade de radiação dissipada frente a elementos de grande densidade, fazendo que, mesmo após a reconstrução das imagens básicas pelos softwares, onde se consegue filtrar alguns artefatos gerados, ainda apareçam alterações significativas que, em muitos casos, comprometem a qualidade diagnóstica do exame.

Além disso, problemas na regulagem do aparelho, movimentação do paciente durante a tomada tomográfica e limitações dos algoritmos usados na formação da imagem adquirida são fatores que influenciam e podem determinar alterações na imagem pela geração de artefatos.11,12,13 Este artigo propôs realizar uma revisão de literatura sobre a capacidade diagnóstica da tomografia computadorizada por feixe cônico para a detecção de fraturas radiculares e discutir a interferência dos artefatos de imagens que são gerados nos exames, no período de 2003 a 2015 nas bases de dado SciELO e Pudmed, empregando os descritores “Cone-Beam Computed Tomography (CBCT), endodontic, three-dimensional images”.

Foram encontradas 39 referências, selecionadas 27 e excluídas 12, utilizando como critérios de inclusão que estivessem na língua inglesa ou portuguesa e publicadas entre os anos de 2003 a 2015. Os critérios de exclusão foram: artigos publicados anteriores a 2003 e dissertações de graduação, mestrado ou doutorado.

Matéria completa: https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/Fol/article/viewFile/2711/1739

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