Você já ouviu falar em MIH?

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Muitos dentistas têm observado o aumento dos casos de hipomineralização ou hipoplasia do molar incisivo (MIH). Cada vez mais comum em crianças, esse problema causa variação drástica da cor do esmalte. Muitas vezes, esse problema é erroneamente confundido com cárie por desconhecimento do profissional. Com isso, o paciente acaba passando por tratamentos desnecessários e que não resolvem o problema.

Curiosamente, crianças afetadas com MIH costumam apresentar problemas de comportamento, medo e ansiedade, principalmente no consultório. Esse padrão pode estar relacionado a repetidas necessidades de tratamento à dificuldade aplicar anestesia na região.

Quer saber mais sobre o assunto? Neste post, vamos saber mais sobre o que é MIH e como o problema se classifica. Acompanhe:

O que é MIH?

MIH é um defeito no esmalte que acomete os primeiros molares e incisivos permanentes. Nessa condição, o esmalte do dente é frágil (com aspecto poroso, semelhante ao giz) e pode se desfazer facilmente, deixando a dentina exposta e causando, assim, maior sensibilidade e risco de cárie.

O defeito na cor varia de branco a amarelo ou marrom, dependendo do grau de severidade, e pode ser facilmente diferenciado do esmalte normal. Quanto mais escuro mais avançado está o problema. Além disso, tem aspecto irregular e costuma ocupar ⅔ da coroa.

Infelizmente, alguns casos são erroneamente confundidos e tratados como a própria cárie. Os dentes com MIH, quando cariados, apresentam um desenvolvimento rápido da doença. Para complicar o trabalho dos cirurgiões-dentistas, há grande dificuldade em obter a anestesia adequada, além de haver pouca adesão do material restaurador nos dentes porosos.

Outros problemas comumente confundidos com MIH são fluorose (excesso de ingestão de flúor durante a formação dos dentes), amelogênese imperfeita (conjunto de condições que afetam o desenvolvimento na estrutura do esmalte) e hipoplasia do esmalte (formação defeituosa do esmalte).

Embora não haja uma classificação universal, os profissionais costumam dividir a gravidade da MIH em suave, moderada e severa. Nesse conceito, a MIH diferencia-se das seguintes maneiras em cada etapa:

MIH suave

  • opacidades demarcadas em áreas de apoio sem estresse do molar;
  • não há perda de esmalte provocada por fraturas nas áreas afetadas;
  • sem cáries decorridas do esmalte defeituoso;
  • envolvimento incisivo geralmente leve;
  • sem hipersensibilidade;
  • áreas opacas isoladas.

MIH moderada

  • fratura pós-erupção do esmalte e cáries estão limitadas a uma ou duas superfícies fora do cúspide;
  • opacidades demarcadas no terço oclusal/incisal dos dentes sem fratura pós-eruptiva do esmalte;
  • provável presença de restaurações atípicas intactas;
  • sensibilidade dentária;
  • incômodo estético.

MIH severa

  • fratura pós-erupção do esmalte ocorre principalmente com a emersão do dente;
  • destruição coronária com alta possibilidade de avanço para envolvimento pulpar;
  • cáries generalizadas e associadas ao esmalte afetado;
  • histórico de sensibilidade dentária;
  • restaurações atípicas defeituosas;
  • forte incômodo estético.

dente com mih

dente com mih

Quem está predisposto a ter MIH?

Embora não haja qual a origem específica, crianças e adolescentes costumam apresentar o problema, principalmente na faixa de 7 a 13 anos. No entanto, esses defeitos estão comumente associados a crianças que nasceram com baixo peso e prematuras. A MIH pode ser resultado de vários fatores ambientais que atuam no desenvolvimento do esmalte, que ocorrem desde o período pré-natal até os primeiros anos de infância.

Os ameloblastos (células responsáveis pela formação do esmalte) são sensíveis ao aumento de temperatura do organismo. Portanto, qualquer alteração sistêmica da gestante ou da criança (causada por patologias comuns na infância) pode ocasionar defeitos na parte externa da dentição.

Doenças do trato respiratório, asma, otite, amigdalite, varicela e rubéola costumam estar associada ao problema. Além disso, má nutrição infantil e a exposição a compostos orgânicos poluentes também contribuem.

A predisposição genética também é um fator de risco para MIH. As alterações que ocorrem em dentes com a mesma época de formação tem origem em problemas sistêmicos.

O que a MIH pode acarretar para a arcada dentária?

Além do incômodo estético, a MIH pode trazer outros problemas fisiológicos, como:

  • sensibilidade exagerada do esmalte tanto ao frio quanto ao quente;

  • adesão deficiente e necessidade de mais restaurações;

  • fraturas por consequência da irrupção dentária;

  • maior probabilidade à lesão cariosa;

  • suscetibilidade à cárie e à erosão;

  • dificuldade de anestesiar.

O incômodo causado é tão grande que crianças com  MIH costumam visitar o dentista quase que 10 vezes mais, quando comparadas a quem não passa por esse problema.

Qual o melhor tratamento para a MIH?

Como sempre, a melhor forma de cuidado é a prevenção. Dentes que sofrem com MIH necessitam de tratamento especial, já que incomodam esteticamente e são hipersensíveis. Portanto, o correto é orientar os pais para que fiquem atentos e dediquem, diariamente, um tempo examinando a arcada dentária de seus filhos. Caso encontrem dentes com as condições expostas acima, devem procurar um odontopediatra.

Os médicos pediatras também podem exercer um papel importante ao identificar e encaminhar os pequenos para os cuidados de um dentista voltado ao público infantil.

Após o diagnóstico, o odontopediatra deve proceder com a remineralização das superfícies dentárias hipomineralizadas. Ao mesmo tempo, o paciente deve evitar uma dieta cariogênica (doces e cafeína) e fatores considerados abrasivos, como cremes dentais clareadores, fricção exagerada dos dentes e escova com cerdas agressivas.

Em vez disso, adotam-se a aplicação tópica de flúor e a utilização de pastas dessensibilizantes para prevenir a cárie e aliviar a sensibilidade dentária.

Outros tratamentos comuns são a restauração com resinas compostas, que deve ser feita em dentes pouco comprometidos, e até a remoção do dente afetado. A escolha do tratamento passa por depende de inúmeros fatores:

  • expectativa da família e do paciente com relação ao tratamento;

  • número de dentes comprometidos ou sintomáticos;

  • contexto socioeconômico do paciente e da família;

  • fase de erupção em que se encontra o dente;

  • possibilidade de realizar uma restauração;

  • a idade dentária do paciente;

  • a severidade da condição;

  • cooperação do paciente;

  • idade do paciente em si.

Para os dentes posteriores que não sofreram fraturas, a aplicação de selantes de fissuras é uma alternativa eficaz para a prevenção de cáries.

Se os dentes anteriores estiverem estruturalmente íntegros, o profissional pode optar pelo branqueamento com peróxido de carbamida. Caso contrário, recomenda-se o tratamento com coroas de aço pré-formadas. Mas se o comprometimento for muito grande, talvez a solução mais eficaz seja a extração.

Quais outros cuidados o odontopediatra precisa ter?

Como visto, a MIH em estágio avançado costuma causar hipersensibilidade. Portanto, hábitos comuns, como escovação de dente ou ingestão de alimentos frios e quentes pode acarretar grande incômodo à criança. Estímulos comuns em dentes saudáveis podem ser um verdadeiro tormento para quem sofre desse problema.

Apesar da frequência muito maior de idas ao consultório, a arcada dentária afetada pela MIH é mais sensível e passível de cáries. Esse problema, aliás, avança com muito mais facilidade nos dentes fragilizados. Além do ambiente favorável, a criança evita escová-los por causa da dor.

Portanto, é essencial que o profissional se lembre da dificuldade de anestesiar o local e do comportamento ansioso e até apreensivo do paciente, justamente pelas dores e pelas constantes idas ao consultório odontológico (muitas vezes, sem resultados). O tratamento deve ser humanizado e feito com muita paciência, tanto para que a criança consiga relaxar quanto para que a anestesia seja aplicada no local correto.

Entendeu como ocorre o aparecimento da MIH e o que fazer para tratá-la? Para a análise correta da arcada dentária, é fundamental trabalhar com imagens radiográficas que possibilitem a observação e o diagnósticos precisos. Entre em contato com a DVI Radiologia e fale com um especialista!

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