Preenchimento maxilar: entenda tudo sobre essa técnica popular

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Nos últimos anos, uma nova técnica tem se tornado muito popular entre os adeptos das cirurgias plásticas: a harmonização facial. Esse conjunto de procedimentos visa trazer equilíbrio, simetria e juventude ao rosto do paciente. Entre eles, o mais popular e de impacto significativo na beleza é o preenchimento maxilar.

Assim como a bichectomia, o preenchimento maxilar é um procedimento estético que pode ser feito por um cirurgião-dentista. Por seu efeito imediato e de grande impacto na imagem, é comum encontrarmos impressionantes exemplos de “antes e depois” pela internet (prática condenada pelo Código de Ética de Odontologia, vale ressaltar).

Se você deseja saber mais sobre o preenchimento maxilar, continue a leitura.

O que é preenchimento maxilar?

É um procedimento de harmonização facial que consiste em inserir ácido hialurônico na região mandibular. A intenção é de rejuvenescer e proporcionar uma face mais harmônica.

O que é harmonização facial?

É uma série de procedimentos estéticos que visam ao rejuvenescimento e simetria facial. Embora pareça ser apenas uma técnica, a harmonização pode incluir diversas alterações:

  • dentes;
  • olhos;
  • gengivas;
  • maçãs do rosto;
  • queixo e mandíbula.

Há vários anos, estudiosos procuram por substâncias que possam eliminar, suavizar, reverter ou retardar o aparecimento de rugas e linhas de expressão. Silicone, polimetilmetacrilato, ácido poli-l-láctico e hidroxiapatita de cálcio foram testados e até fizeram parte de alguns procedimentos, mas hoje não são recomendados pela Medicina.

A descoberta das propriedades estéticas do ácido hialurônico revolucionaram a indústria estética. A substância é considerada uma das melhores técnicas da beleza por seguir as características ideais de segurança e eficácia.

Ácido hialurônico

Por sua capacidade de aglutinar líquido (capaz de reter mil vezes seu peso em água), o ácido hialurônico tem inúmeras funções no organismo. Ele é um biopolímero (polímero produzido por um ser vivo) que faz parte do líquido sinovial — responsável por preencher os espaços intracelulares.

O ácido hialurônico mantém o líquido sinovial funcionando perfeitamente nas articulações, olhos e cartilagens. É por isso que conseguimos nos movimentar sem sentir dores, como ocorre nos pacientes com artrose.

Ele aparece em proporções desiguais por todo o corpo, no entanto mais de 50% encontra-se no sistema tegumentar (pele). Ele protege as fibras de colágeno da derme, proteína mais numerosa do organismo e fundamental para manter a juventude da pele, unha e cabelos. Dessa forma, é responsável por manter o volume, a sustentação, a hidratação, a nutrição e a elasticidade do tecido.

Além do mais, conta com propriedades elásticas que conferem à pele resistência à compressão — é por isso que ela consegue proteger estruturas internas dos danos exteriores. Nos últimos anos ele ficou mais famoso por seu grande auxílio em procedimentos estéticos.

preenchimento maxilar

Baixa natural de colágeno

O colágeno é a proteína de sustentação dos nossos tecidos. Sua quantidade e importância são tão grandes que equivalem a 7% do peso corporal de um indivíduo.

Com o passar dos anos, é natural que a produção e sintetização de colágeno e ácido hialurônico pelo organismo diminuam. A partir daí, a pele começa a perder a firmeza e resistência, formando os primeiros sulcos (envelhecimento intrínseco). Se não houver algum agente que possa proteger a derme, os sulcos vão se aprofundando e se firmando como rugas definitivas. As agressões externas, como a poluição e os raios solares, pioram o problema (envelhecimento extrínseco).

O preenchimento vem para reverter esse problema. Além de inserir ácido hialurônico em regiões já afetadas, ele atrasa o aparecimento de novas rugas.

Como é feito o procedimento?

O avanço da tecnologia permitiu que o ácido hialurônico fosse extraído e sintetizado como sal (hialuronato de sódio) tornando-o o principal agente contra o envelhecimento facial. Suas vantagens comparadas a outros procedimentos são grandes:

  • natural: no preenchimento maxilar, uma das funções do ácido hialurônico é de “imitar” o formato da mandíbula. Portanto, o paciente não precisa temer um resultado artificial — a intenção é de que o resultado seja o mais natural possível;
  • seguro: por ser uma substância produzida em grande quantidade pelo corpo, as chances de rejeição são mínimas;
  • eficaz: o paciente nota os resultados na hora e a longo prazo, com o atraso do aparecimento de novas rugas;
  • versátil: pode ser usado em várias partes do rosto e permite um novo contorno facial;
  • preventivo: estimula a produção de colágeno e a hidratação da pele;
  • fácil de armazenar e usar.

Antes do preenchimento, o cirurgião-dentista limpa o local de aplicação com clorexidina, e depois aplica um anestésico tópico com lidocaína e tetracaína. A partir daí, ele começa a desenhar a o traçado da linha mandibular para, depois, fazer o pertuito com uma agulha.

Nesse pequeno furo, o cirurgião insere uma microcânula de 25G de 40 milímetros, sem ponta. Ela será responsável por injetar o ácido hialurônico na camada subcutânea mais superficial da pele. O procedimento dura, no máximo, 50 minutos.

Um dos fatores que o cirurgião-dentista deve sinalizar ao paciente é que o preenchimento maxilar é seguro porque o ácido hialurônico é sintetizado pelo organismo. Mesmo que seja produzido externamente, ele vai ser absorvido com o tempo. Portanto, não é um procedimento definitivo: o prazo de duração é de, em média, dois anos.

São poucos os pacientes contraindicados para o preenchimento maxilar: apenas grávidas, lactantes e portadores de doenças autoimunes.

Quais cuidados devemos ter no pós?

Uma das grandes vantagens do preenchimento maxilar é que o paciente pode voltar às suas atividades no mesmo dia.

  • O local de aplicação apresentará vermelhidão, inchaço e pequenos hematomas durante os dois primeiros dias;
  • em quatro semanas, o cirurgião poderá avaliar se há necessidade de complementação ou se o resultado foi satisfatório;
  • em geral, o pós não é doloroso, mas isso varia entre cada paciente;
  • recomenda-se evitar a exposição ao sol se houver surgimento de hematomas;
  • os resultados do preenchimento maxilar não são afetados pelo sol. No entanto, qualquer indivíduo deve usar protetor solar antes de se expor e reaplicá-lo a cada duas horas;
  • se o paciente for fumante, informe que o cigarro diminui a durabilidade do procedimento.

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