Como a tecnologia 3D revolucionou o diagnóstico por imagem

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O  avanço tecnológico sempre esteve presente no diagnóstico por imagem. Desde a descoberta dos raios-X e seu uso na Odontologia, máquinas e recursos têm sido aperfeiçoados para que pudéssemos chegar a exames como a tomografia computadorizada. No entanto, sem a tecnologia 3D, isso não seria possível.

O odontologista percebe como a tomografia computadorizada é essencial para seus diagnósticos. Afinal, ela facilita tanto o diagnóstico quanto o planejamento cirúrgico. Porém, a tecnologia 3D continua em desenvolvimento para oferecer exames mais fiéis à realidade do paciente.

De lá para cá, diversos recursos e equipamentos surgiram e revolucionaram a Odontologia. Neste post, vamos conhecer mais sobre os avanços que a tecnologia tridimensional trouxe para o diagnóstico por imagem. Confira:

Primeiros passos do diagnóstico por imagem

Poucos meses após sua descoberta, em 1895, pelo físico e engenheiro Wilhelm Conrad Röntgen, os raios-X já foram testados na Odontologia. Apenas 20 dias após a publicação de um artigo em que R discorria sobre a descoberta, o professor alemão dr. Giesel resolveu atender ao pedido do odontologista Otto Walkhoff e fazer uma radiografia de sua arcada dentária. O tempo de exposição foi de aproximadamente 25 minutos.

No entanto, o responsável por difundir o uso do diagnóstico por imagem na Odontologia foi o dentista americano Edmund Kells, no final do século XIX. Ele é considerado o mártir da Radiologia Odontológica, pois a alta exposição aos raios-X durante suas pequisas causaram queimaduras e amputações de dedos e mão. Como consequência, Kells acabou se suicidando

O desenvolvimento da radiografia panorâmica é quase uma forma “rudimentar” de tecnologia 3D, já que proporciona a visualização de toda a arcada dentária. Ela revolucionou o diagnóstico por imagem em Odontologia, já que facilitou o planejamento de tratamentos nos consultórios. 

O surgimento da tomografia computadorizada

O uso da tomografia computadorizada só foi possível a partir da década de 1970, graças a Godfrey Newbold Hounsfield, engenheiro responsável por sua criação. Em 1972, ele inventou o primeiro scanner TC. O princípio matemático no qual a tomografia foi baseada foi apresentado por Radon em 1917. Ele demonstrava que a imagem de uma estrutura tridimensional poderia ser obtida por meio de um infinito conjunto de projeções em suas duas dimensões visíveis.

A criação da tomografia computadorizada fan beam (em feixes) é muito utilizada até hoje na Medicina, mas não é a mais adequada para consultórios odontológicos. Embora tenha sido utilizada para exames bucais, ela exige alta dose de radiação para obtenção das imagens.

O aperfeiçoamento da tecnologia 3D trouxe a tomografia cone beam, em que o feixe de raio-X tem formato cônico. Ela foi a responsável por unir de vez a Odontologia à Tecnologia da Informação.

Mas qual a vantagem da cone beam em relação à fan beam? Enquanto na fan beam o feixe em forma de leque adquire as imagens em cortes axiais para reconstruí-las em 3D por empilhamento das fatias, na cone beam o tomógrafo e o receptor giram 360 graus apenas uma vez e obtêm múltiplas projeções em diferentes ângulos. Com isso, é possível ter a imagem tridimensional com mais qualidade e sem uma grande exposição aos raios-X. 

 

O melhor é que, depois disso, o paciente já será liberado. Todas as informações necessárias para a criação da imagem 3D já foram capturadas. As imagens serão editadas em software, armazenadas em nuvem e compartilhadas com facilidade entre radiologista e odontologista. Com isso, é possível economizar, agilizar o processo e ter um consultório mais sustentável.

Além de mais precisa e mais fácil de visualizar, a tomografia computadorizada permitiu a aquisição de imagens sem a necessidade de processamento químico. Todo o trabalho é feito diretamente no computador, sem necessidade de impressões e uso de substâncias tóxicas e poluentes.

A tecnologia 3D em 2019

A tomografia computadorizada já seja algo comum e até corriqueiro, por isso mesmo é fundamental que haja investimento para que ela acompanhe o avanço tecnológico.

O aperfeiçoamento da tecnologia 3D, aliás, permite melhoria na visualização das imagens e, claro, compreensão por parte do paciente. O investimento proporciona diagnósticos mais precisos por parte dos odontologistas pela facilidade de visualização dos elementos.

Realidade aumentada

Realidade aumentada é a integração de elementos virtuais e reais por meio de um dispositivo eletrônico — uma câmera ou sensores de movimento, por exemplo. Embora pareça algo mais usado em cinema ou games, ela também está presente na radiologia odontológica.

O software responsável vai usar imagens 3D de tomografias computadorizadas, ressonância magnética e ultrassom para criar elementos coloridos e em camadas que podem ser retiradas para maior compreensão do objeto. Tudo isso ficará disponível em um aplicativo. Se houver alguma dúvida, é só puxar o celular e visualizar o exame.

Essa tecnologia permite inúmeros benefícios na Odontologia:

  • união entre o trabalho do radiologista e do cirurgião-dentista, já que é capaz de unir os dois tipos de conhecimento;
  • maior compreensão, tanto do paciente quanto do odontologista, do que foi examinado;
  • apresentação mais agradável dos elementos radiografados;
  • confecção de guias cirúrgicos mais precisos;
  • melhoria no planejamento cirúrgico.

Como visto, embora o raio-X tenha sido rapidamente adotado pela Odontologia, foi necessário um amplo caminho para se chegar até o uso da tecnologia 3D. Hoje, é impossível imaginar o segmento odontológico sem a tomografia computadorizada no diagnóstico por imagem. Além disso, os constantes avanços estão permitindo o uso de técnicas ainda mais avançadas, como a realidade aumentada, para proporcionar muito mais precisão nos exames.

Entendeu como a tecnologia 3D aperfeiçoou o diagnóstico por imagem? Para oferecer o melhor diagnóstico ao paciente, descubra como adotá-la em seu consultório. Entre em contato com a DVI Radiologia e fale com um especialista! 

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