Restaurações cimentadas versus parafusadas: o que você precisa saber

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Com o surgimento da Odontologia digital, o uso de implantes tornou-se muito mais comum nos consultórios. Além disso, o aumento da expectativa de vida e a exigência estética (independentemente da idade) também são fatores que explicam a alta procura. Mas entre restaurações cimentadas versus parafusadas, qual a melhor opção?

Enquanto no primeiro método a prótese é cimentada em cima do pilar, na segunda ela é parafusada. Porém, cada técnica depende da estrutura da boca e do grau de movimentação para seu sucesso.

Neste texto, baseado no artigo “Restaurações cimentadas versus parafusadas: parâmetros para seleção em prótese sobre implante“, vamos entender como funciona cada tipo de restauração e qual pode ser a melhor escolha para seus pacientes. Continue a leitura:

Restaurações cimentadas versus parafusadas: o que considerar antes de fazer?

Com o avanço da tecnologia, a implantodontia ganhou técnicas mais aprimoradas e alto alcance entre os pacientes. Isso proporcionou um leque de serviços mais amplo para os profissionais, além de técnicas de custo mais acessível para o público.
No entanto, pelo grau de movimentação da prótese nos tecidos ósseos (5μ), é necessário considerar alguns fatores antes do procedimento de implante e da escolha da prótese:

  • resposta biomecânica da restauração pela distribuição da tensão na estrutura;
  • saúde dos tecidos moles ao redor do implante;
  • reversibilidade da restauração;
  • passividade na adaptação;
  • espaço interoclusal;
  • fatores oclusais;
  • manutenção;
  • estética;
  • custos.

Restaurações cimentadas versus parafusadas: qual a melhor escolha?

As próteses parafusadas foram as primeiras a serem utilizadas, em 1965, no protocolo clássico de Brånemark, e já na época tiveram altas taxas de sucesso. Elas são muito consideradas porque o procedimento é mais fácil de reverter. Além disso, são ideais para espaços proteicos limitados e em casos extensos, pois são mais práticas e de com retenção e estabilidade mais previsíveis.

Já a cimentação é feita das restaurações é feita em pilares fixados em implantes osseointegrados é relativamente nova. Ela é a opção preferida de quem prioriza a estética, passividade no assentamento e redução dos custos. No entanto, não tem uma documentação científica tão ampla quanto a técnica anterior, nem muitas evidências científicas que comprovem sua eficácia.

Passividade na adaptação

A adaptação passiva, que pode ser resumida entre o contato máximo entre a infraestrutura da base metálica e pilar sem que haja tensão, é essencial para a estética do sorriso e a duração em longo prazo da prótese. Infelizmente, ela pode não se adaptar por diversos fatores:

  • processo de fabricação das estruturas metálicas;
  • experiência dos profissionais envolvidos;
  • desenho da infraestrutura metálica;
  • distorções dos materiais utilizados;
  • problemas na moldagem;
  • cocção da porcelana;
  • soldagem.

A falta de passividade pode acarretar problemas sérios, como:

  • afrouxamento ou fratura do cilindro de ouro, da infraestrutura, da porcelana e do parafuso;
  • mucosites e peri-implantites;
  • perda da osseointegração;
  • acúmulo de bactérias.

Quando a adaptação não é efetiva, podem aparecer alguns espaços entre a infraestrutura e o pilar. Ainda não há na literatura um registro de espaço aceitável, que não afete a saúde do sorriso, até porque seria difícil mensurar na rotina odontológica.

Nesse caso, as próteses cimentadas apresentam menos comprometimento por distorções, já que a cimentação compensa pequenos desajustes e ajuda a equilibrar a distribuição da força por toda a estrutura da prótese. Além disso, o estresse por flexão no parafuso pode causar falhas e enfraquecimento da prótese.Porém, a atual tecnologia tem suporte para aguentar certo grau de desadaptação.

Fatores oclusais

Na literatura, é consenso que, entre restaurações cimentadas versus parafusadas, a primeira é vencedora. Isso porque as forças oclusais se distribuem melhor na estrutura cimentada, o que permite contatos oclusais sobre a coroa e não sobre a resina de obliteração do orifício oclusal, como acontece com as parafusadas.

O acesso para a abertura do parafuso também altera o design oclusal, o que pode induzir à perda do pilar/do parafuso ou diminuir a resistência da porcelana/resina. 

Outra vantagem de optar por uma restauração cimentada é a possibilidade de reduzir a mesa oclusal, pois não há uma exigência mínima de tamanho dos orifícios do parafuso ou do metal adjacente.

restaurações cimentadas versus parafusadas

Espaço interoclusal

Misch (2006) considera que a restauração cimentada é a melhor escolha para segmentos posteriores, por ser mais fácil de sofrer adaptação passiva. No entanto, nem sempre é possível obter um espaço interoclusal satisfatório durante um tratamento clínico, já que a prótese cimentada necessita de de um componente vertical de pelo menos 5mm de altura.

Há também outro porém: se o espaço interoclusal for pequeno, vai dificultar a inserção da chave do parafuso. Então, existem duas alternativas:

  • osteoplastia planejada para a colocação do implante;
  • colocação de implantes adicionais para aumentar a retenção.

Estética

Nesse aspecto, é unânime entre os autores a vantagem da restauração cimentada, pois não há necessidade de orifício oclusal para a colocação do parafuso. Consequentemente, não há alteração no design da prótese. Mas estudos já provaram que, entre os pacientes, não há preferência.
O ideal é que restaurações parafusadas os implantes anteriores sejam colocados mais para lingual, já que o orifício de acesso está no cíngulo.

Saúde dos tecidos moles peri-implantes

O sucesso de uma restauração depende dos tecidos moles ao redor dela. Nesse caso, a técnica parafusada ganha, já que há menos manipulação dessas estruturas durante o processo. Além disso, o excesso de cimento no interior do sulco peri-implantar pode acarretar acúmulo de placa e comprometer a saúde do tecido.

Para diminuir esse problema, o ideal é:

  • colocar o cimento apenas na metade oclusal da restauração;
  • fabricar uma restauração sobre implante cimentada que possa ser removida e, assim, permitir a completa remoção do cimento.

Reversibilidade da restauração

Muitos profissionais recomendam a restauração parafusada, porque apenas ela pode ser revertida. Essa remoção facilita reparos e manutenções, além de ser mais fácil de higienizar.

No entanto, a prótese fixa implanto-suportada cimentada pode ser cimentada com materiais de resistências variadas. Além do mais, é possível usar restaurações cimentadas sobre cilindros de ouro, enceramento no canal de excesso do parafuso e parafusos na lingual.

Tempo e custos para confecção

Entre restaurações cimentadas versus parafusadas, o fator financeiro é o que mais varia. No entanto, as parafusadas requerem mais componentes laboratoriais, o que acarreta mais custos e sessões.

Na discussão entre restaurações cimentadas versus parafusadas, não há uma técnica que saia como vencedora. Ambas podem ser utilizadas, mas dependem da situação clínica. Portanto, antes de escolher a melhor opção, analise criteriosamente cada caso.

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