Biossegurança na Odontologia em tempos de Covid-19

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A biossegurança na Odontologia é obrigatória para oferecer procedimentos seguros ao paciente. Afinal, até procedimentos simples, como uma extração de siso, são considerados invasivos. O mínimo descuido pode causar uma contaminação séria e, em tempos de Covid-19, os profissionais de saúde se sentem eticamente obrigados a reforçar seus hábitos de higiene e assepsia de objetos.

Embora essas práticas devam ser usadas periodicamente, alguns detalhes podem ser esquecidos no meio da rotina. E, para deixar seu protocolo de biossegurança na Odontologia ainda mais eficaz, o Conselho Federal de Odontologia lançou o Manual de Boas Práticas em Biossegurança para Ambientes Odontológicos

Além dos pacientes, os profissionais também estão em constante risco de contaminação. Então, é essencial manter cuidados de higiene e biossegurança. Neste texto, você vai relembrar práticas e conhecer algumas das recomendações do CFO. Continue a leitura!

Biossegurança na Odontologia: práticas essenciais

Quem trabalha ou frequenta um consultório odontológico está vulnerável a diversas formas de contágio, principalmente pelo contato com a mucosa conjuntival, nasal ou oral, além de gotículas e aerossóis contendo micro-organismos gerados por um indivíduo infectado. Além disso, o coronavírus pode sobreviver por 72 horas em plástico, 48 horas em aço inoxidável, 24 horas em papelão e 4 horas em cobre.

Portanto, é preciso atenção à biossegurança. Confira algumas orientações.

Equipamentos de proteção

Veja uma lista com itens de segurança para proteger pacientes e profissionais:

  • máscaras cirúrgicas: pode parecer estranho deixar máscaras à disposição do paciente, já que os procedimentos odontológicos precisam do exame da mucosa oral. Porém, em momentos de diálogo e até no trajeto de chegada e saída do consultório, elas serão úteis para o indivíduo;
  • luvas: para quando houver contato com sangue e secreções ou mucosas. Calce-as imediatamente antes do contato com o paciente e retire-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida;
  • óculos, máscara e avental: para uso quando houver risco de contato com sangue e secreções, além da proteção da mucosa de olhos, boca, nariz, corpo e roupa;
  • protetores de superfícies: devem cobrir áreas críticas para proteção do paciente e apoio de instrumental, principalmente regiões de difícil limpeza;
  • caixa para materiais pérfuro-cortantes: para o descarte de seringas e agulhas, sem desconectá-las ou reencapá-las;
  • lenço descartável: para higiene nasal. Descarte-o imediatamente após o uso e siga com a higiene das mãos;
  • pia e sabonete líquido na recepção da clínica: funcionários e clientes na recepção também precisam de cuidados;
  • álcool em gel: precisam ser de fácil acesso ao paciente, desde a recepção até o consultório;
  • jaleco: deve ter fechamento traseiro. 

Jaleco/avental impermeável, touca, luvas, máscara cirúrgica e proteções de superfícies devem ser utilizados durante atendimentos e descartados logo após em lixeira de conteúdo infectante.

Sinalização

Muitos indivíduos cometem erros de biossegurança por ignorância. Portanto, alertas visuais sobre a maneira correta de tossir ou espirrar (protegendo o rosto com o braço flexionado ou com lenço de papel) ou de lavar as mãos podem ajudar a educar essas pessoas.

Coloque também guias de biossegurança para os próprios odontologistas, como a necessidade de lavar o rosto após lavar as mãos e antes do atendimento odontológico. Os avisos servirão de lembrete para os profissionais e também trarão mais conforto ao paciente.

Esses alertas podem ser colocados como cartazes, placas e pôsteres na entrada da clínica odontológica, na sala de espera, no estacionamento e nos elevadores.

biossegurança na Odontologia

Limpeza das mãos

Em tempos de coronavírus, é essencial evitar o toque de olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. Mas odontologistas e demais profissionais de saúde têm regras específicas sobre quando deve ser feita a limpeza com água e sabão:

  • após tocar na mucosa oral, pele danificada ou ferida, sangue, fluido corporal, secreções ou excreções;
  • depois de tocar nos arredores e nos equipamentos que não tenham sido desinfectados;
  • antes de procedimentos odontológicos;
  • antes de examinarem o paciente;
  • depois de tocar os pacientes.

Limpeza do rosto

O profissional precisa lavar o rosto com água e sabão por 20 segundos ao chegar na clínica e entre o atendimento de pacientes. 

Limpeza oral

Peça aos pacientes que enxáguem a boca com peróxido de hidrogênio antes do contato. Essa limpeza não só minimiza o risco de contágio do odontologista, como também reduz a propagação de infecções, alivia dores de garganta, trata patologias gengivais, alivia feridas orais e clareia a arcada dentária.

Cabelo e acessórios

Os fios devem estar presos. Evite brincos, anéis e correntes.

Sala de espera

É essencial que o ambiente seja ventilado, pois, evita a umidade e a proliferação de micro-organismos no local. A sala deve ter a área de 1,2m² por pessoa, portanto alerte ao seu paciente que só é possível trazer um acompanhante, e mesmo assim quando necessário

Durante a pandemia de Covid-19, as cadeiras devem ter o espaçamento de 1m por pessoa.

Outras recomendações importantes:

  • restrinja ou evite manter itens compartilhados por pacientes, como canetas, pranchetas, telefones e revistas. Tablets podem substituir pranchetas e são facilmente desinfetados com álcool;
  • se houver necessidade de encaminhamento do paciente para outro serviço de saúde, sempre notificar previamente os cuidados com o paciente para o serviço que referenciado;
  • limpe e desinfete equipamentos e produtos que tenham sido utilizados na assistência ao paciente;
  • limpe e desinfete diariamente superfícies de ambientes utilizados pelos pacientes;
  • mantenha lixeira com tampa e acionamento por pedal para quaisquer descartes;
  • mantenha pia com dispensador de sabonete líquido, suporte e papel-toalha;
  • deixe máscaras e lenços descartáveis com fácil acesso;
  • tenha dispensers com álcool 70% líquido ou em gel.

Sala de atendimento

É essencial realizar a assepsia da sala de atendimento (e de outros ambientes usados pelo paciente) assim que chegar ao consultório e entre um atendimento e outro. 

Os agentes de desinfecção odontológicos de superfícies inanimadas são:

  • quaternário de amônio e biguanida;
  • hipoclorito de sódio a 1%;
  • glucoprotamina; 
  • álcool 70%.

Antes de usar álcool ou hipoclorito, é necessário passar toalhas de papel, água e detergentes dos locais com sujeira visível. No caso do álcool, a desinfecção deve ser repetida no mínimo 3 vezes. Já com quaternário de amônio e biguanida ou glucoprotamina, o profissional limpa e desinfecta simultaneamente com esses produtos.

Todos esses agentes são contraindicados para acrílicos, borrachas e plásticos, pois endurecem e amarelam as superfícies. 

Aerossóis

É essencial minimizar ou evitar o uso de aerossol, já que ele ajuda a espalhar gotículas de fluidos corporais, que podem propagar o vírus causador da Covid-19.

Para tal, siga algumas orientações:

  • use bomba a vácuo e atendimento a quatro mãos para a sucção constante de saliva;
  • prefira raios-X panorâmicos ou tomografias computadorizadas, que não estimulam salivação e tosse. No geral, a radiografia digital também reduz esse problema;
  • não use seringa tríplice em névoa/spray, acionando os dois botões simultaneamente;
  • seque com algodão ou gaze.

Como você tem usado a biossegurança na Odontologia para evitar o contágio com o coronavírus? Deixe seu comentário.

Conheça os 7 passos para a Odontologia Digital

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