Fios ortodônticos: tudo o que você precisa saber

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Um aparelho é formado por diferentes estruturas: braquetes, bandas, tubos, ligaduras, elásticos e, claro, os fios ortodônticos. Com diversos tipos e materiais, os fios acabam sendo extremamente versáteis e adequados a uma grande variedade de alterações na arcada dentária. No entanto, é preciso saber a adequação de cada tipo para seu uso correto.

Na hora de sugerir o tratamento, o odontologista precisa ter o pleno domínio para tira todas as dúvidas do paciente. Nesse contexto, entenda tudo o que é necessário saber sobre fios ortodônticos:

O que são fios ortodônticos?

São as estruturas do aparelho ortodôntico responsáveis por exercer uma determinada força nos dentes para que eles se afastem ou se aproximem. Eles ficam presos aos braquetes ou às bandas e tubos.

Os fios ortodônticos variam de formato (quadrado, redondo ou retangular), calibres (de 0,010 a 0,022) e materiais. No início, são usados os tipos mais redondos, leves, de calibre menor e flexíveis — o enrijecimento e a espessura vão aumentando com o passar do tempo:

  • arcos redondos: variam de 010”/ .012”/ .013”/ .014”/ .016”/ .018”/ .020”;
  • retangulares: não necessitam de elasticidade, e sim formabilidade para se fazer dobras, ter atrito, fazer leitura de torques e angulações. Variam em .016”x.022”/ .017”x.025”/ .018”x.025”/ .019”x.025/ .021”x.025”;
  • quadrados: usados para mecânicas segmentadas. Variam em 016”x.016”/ .019”x.019”.

Agora, conheça os tipos de fios ortodônticos e sua utilidade em cada fase do tratamento:

Níquel-titânio ou nitinol (NiTi)

São fios mais flexíveis e que permitem maior movimentação dos dentes — sua força, aliás,  é semelhante àquela feita pelo próprio dente ao se mover.

Os fios ortodônticos NiTi também têm variações: superelásticos, termoativados e com adição de cobre. 

  • superelásticos: quando a liga está no regime elástico, comporta-se de maneira convencional mas quando seu limite elástico é ultrapassado, a liga sofre deformação maior, com um acúmulo de carga quase constante. A estrutura torna-se martensítica. Na desativação, o fio retorna ao estado original;
  • termoativados: são fios superelásticos que sofrem influência da mudança de temperatura em sua performance no ciclo de ativação
  • com adição de cobre: o cobre proporciona propriedades termoativas mais definidas do que os fios superelásticos, além de permitirem um controle mais acentuado da movimentação dentária.

Como são muito elásticos e têm memória de forma, os fios ortodônticos NiTi costumam ser escolhidos para o conserto de dentes girovertidos, inclinados ou que sofram de apinhamento. Também são muito escolhidos para início de tratamento, porque fazem a movimentação dos objetos vagarosamente, sem o uso de muita força. Assim, evitam dores e problemas futuros.

Outro aspecto importante é o formato: esses fios ortodônticos já são vendidos pré-contornados porque não aceitam reconformação. Portanto, é essencial prestar atenção à largura original dos arcos dentários do paciente. 

Aço inoxidável

Os fios ortodônticos de aço inoxidável fazem parte do estágio de trabalho e finalização do tratamento, para nivelar e alinhar os dentes. O material é o mais utilizado pelos odontologistas para dar forma ao arco dentário. Ele faz uma força diferente para mantê-lo no lugar. 

Apesar de terem propriedades mecânicas semelhantes às do NiTi, os fios de aço inoxidável têm pouco limite elástico, já que permitem dobras. Por isso, são mais suscetíveis à deformação por forças externas, como a mastigação ou algum trauma físico.

Beta-titânio

Por fim, vêm os fios de beta-titânio, que não fazem parte do tratamento de todos os usuários de aparelhos ortodônticos, já que têm alta fricção com os braquetes. 

É usado para casos mais específicos — por exemplo, criação molas para trabalhar a verticalização dos molares, intrusão dentária segmentada e fechamento de espaços entre dentes com o uso de alças.

Qual a diferença entre elasticidade e limite elástico dos fios ortodônticos?

fios ortodônticos

Elasticidade e limite elástico podem ser facilmente confundidos, no entanto são conceitos bem diferentes. 

Módulo de elasticidade é a rigidez do material do fio. Essa característica é percebida na hora em que o elemento é dobrado. Portanto, quanto maior o módulo de elasticidade, mais rígido será o fio. 

Fios ortodônticos com maior módulo de elasticidade serão apropriados na fase final do tratamento. 

Já o limite elástico é a tensão máxima que o material suporta ao sofrer uma deflexão sem que haja uma deformação permanente. Os fios de menor espessura e mais elásticos são geralmente utilizados no início do tratamento com o aparelho ortodôntico.

Memória da forma

Outro fator importante é a memória de forma, que é a capacidade do fio de retornar ao tamanho e formato originais — é nessa forma que ele dispersa a carga acumulada.

Soldabilidade

Outra característica importante de um fio ortodôntico é a soldabilidade, ou seja, a capacidade de receber soldas elétrica ou de prata. Enquanto o fio de aço inoxidável tem uma alta soldabilidade tanto para a prata quanto para a elétrica, o beta-titânio recebe apenas solda elétrica e o NiTi não aceita soldas.

Como é a sequência de arcos dos fios ortodônticos?

Também chamada de tratamento com fios autoligados, é a sequência de uso de fios que obedece quatro estágios: inicial, intermediário, de trabalho e finalização. 

Como visto, o fio tem espessura e elasticidade relacionadas ao papel que deve desempenhar. Quando o tratamento vai caminhando,  já não é mais necessário que os dentes se movam, e sim que fiquem no lugar. Portanto, enquanto a espessura fica maior, a elasticidade diminui. Assim, o fio não desliza tão facilmente pelos braquetes.

Os arcos de espessura menor  são colocados no início do tratamento e ficam até 24 semanas, com trocas a cada seis ou oito semanas, dependendo do que o tratamento pede. 

Já os de aço e mais grossos fazem parte da finalização do tratamento. Além disso, podem permanecer de 12 a 24 semanas e devem ser trocados a cada seis semanas.

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