O que é a Displasia cemento-óssea?

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A displasia cemento-óssea representa um processo reativo no qual o osso normal é substituído por um material semelhante ao cemento, pouco celularizado, e tecido conjuntivo fibroso celular. Eles são classificados, dependendo dos achados clínicos e radiográficos, em três subtipos:

1) periapical (limitado à parte anterior da mandíbula)

2) focal (lesão em único dente)

3) florida (quando há envolvimento multifocal, ocorrendo em mais de um quadrante dos maxilares).

 

O que é a Displasia cemento-óssea?

A displasia óssea florida (DOFL) ou displasia cemento-óssea florida (DCOF) caracteriza-se por uma lesão benigna, não neoplásica, assintomática, restringindo-se ao processo alveolar ou a áreas contíguas aos elementos dentários.

DOFL é normalmente assintomática, sendo, muitas vezes, descoberta casualmente durante um exame radiográfico de rotina, como aconteceu nesse caso aqui apresentado, mas, na presença de infecções secundárias, essas lesões podem ser sintomáticas. As principais causas desses processos infecciosos são exodontias, compressão excessiva exercida por próteses mal adaptadas ou outros motivos que causem exposição desses tecidos, como nas cirurgias periodontais e biópsias.

 

Características clínicas e radiográficas

Clinicamente, as lesões se localizam nas porções periapicais de dentes que apresentam vitalidade pulpar, geralmente em região de pré-molares e molares inferiores. Essas lesões possuem tendência a distribuir-se de forma simétrica, nas arcadas dentárias.

A DOFL é mais frequentemente relatada em mulheres de meia-idade, de ascendência africana, não tendo uma explicação precisa para essa predileção por sexo e grupo étnico. Nesse caso apresentado, trata-se de uma paciente mulher, melanoderma, 55 anos de idade.

Radiograficamente descreve-se esta lesão como uma área radiolúcida bem definida, contendo áreas radiopacas irregulares em seu interior, que podem ser únicas ou múltiplas.

Existe um número considerável de outras lesões que apresentam características radiográficas semelhantes à DOFL; assim, faz-se necessário se conhecerem os possíveis diagnósticos diferenciais. Dentre eles, pode-se destacar a síndrome de Gardner, doença de Paget, osteomielite esclerosante difusa, dentre outros.

De acordo com Ariji et al. e Neville et al., somente com a radiografia panorâmica pode-se fazer o diagnóstico sugestivo de DCOF, porém em casos onde ocorre infecção secundária ou degeneração cística, a tomografia computadorizada é de grande utilidade para se dimensionar a lesão no sentido vestíbulo-lingual.

 

Tratamento da Displasia cemento-óssea

O tratamento da DOFL está atrelado à presença de sintomatologia. Em casos assintomáticos, não é necessária a realização de intervenções, apenas de avaliações clínicas e radiográficas com uma certa periodicidade, observando-se a existência de alterações no comportamento clínico-imaginológico das lesões. Para os casos sintomáticos, o tratamento é necessário quando há infecção local associada, pois a natureza avascular da lesão aumenta a susceptibilidade para a disseminação e desenvolvimento de processos infecciosos mais severos, acarretando em sequestros ósseos, osteomielites e deformidades faciais.

 

Caso Clínico

>> Imagem radiográfica, com padrão heterogêneo, composto por áreas radiopacas, delimitadas por halos radiolúcidos irregulares, localizada na região anterior e posterior da mandíbula, bilateralmente. 

HD: Displasia Cemento-óssea Florida.

Displasia cemento-óssea

 

Aiuto R, Gucciardino F, Rapetti R, Siervo S, Bianch AE. Management of symptomatic florid cemento-osseous dysplasia: Literature review and a case report. J Clin Exp Dent. 2018;10(3):e291-e295. 

Alberto Consolaro, Sergio Rafael Baggio Paschoal, Jose Burgos Ponce, Dario A. Oliveira Miranda.Dental Press J Orthod. 2018 May-Jun; 23(3): 26–34.

1993. – Neville, WB., Damm, DD., Allen, CM., Bouquot, JE. Patologia oral & maxilofacial, Rio de Janeiro, Guanabara

1994. Koogan, 3ª ed, 2009. – Paiva L.M., Silva A.M.A.P.

COSTA FWG., et al. Importância dos aspectos imaginológicos no plano de tratamento da displasia óssea florida: Relato de caso. Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac., Camaragibe v.18, n.3, p. 26-30, jul./set. 2018 Brazilian Journal of Oral and Maxillofacial Surgery – BrJOMS.

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