Tudo sobre radiologia odontológica

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A radiologia odontológica é um dos ramos mais procurados pelos profissionais de radiologia por sua extrema importância para os diagnósticos dentários. Desde a descoberta do Raio-X, a Odontologia rapidamente abraçou essa nova tecnologia e a tornou indispensável para a avaliação do paciente e composição do seu histórico médico.

A radiologia odontológica é um dos ramos mais procurados pelos profissionais de radiologia por sua extrema importância para os diagnósticos dentários. Desde a descoberta do Raio-X, a Odontologia rapidamente abraçou essa nova tecnologia e a tornou indispensável para a avaliação do paciente e composição do seu histórico médico.

O avanço da radiologia odontológica digital já proporciona imagens mais nítidas, com menos exposição à radiação e mais possibilidades de alterações para melhor visualização. Além disso, os exames são mais rápidos e menos desconfortáveis para o paciente.

O uso moderno da radiologia  na Odontologia, a chamada radiologia digital odontológica, oferece inúmeras vantagens sobre a radiologia odontológica convencional. 

Dada a importância da radiologia odontológica, preparamos este conteúdo com tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Prossiga com a leitura e tire todas as suas dúvidas!

O que é radiologia odontológica?

É o ramo específico da radiologia para obtenção de imagens da face e, principalmente, da arcada dentária. É por meio dessa técnica que o profissional consegue analisar, diagnosticar e traçar estratégias de tratamento para patologias nessa região do corpo. Portanto, atualmente, a radiologia odontológica é a forma mais eficaz de descobrir problemas bucais.

Radiologia Odontológica

A radiologia odontológica é essencial para diagnosticar previamente a corrosão, evitando a consequente perda de dentes e os danos no osso alveolar, gengiva e demais tecidos bucais, por exemplo. Ela também pode identificar dentes a mais ou a menos na arcada, assim como, lesões e fraturas ósseas.

Os exames radiológicos são frequentemente solicitados por cirurgiões-dentistas das mais diversas especialidades, que necessitam diagnosticar problemas de saúde bucal em seus pacientes e planejar melhor os tratamentos.

Um ortodontista, por exemplo, pode solicitar exames de imagem para verificar quais correções o paciente necessita fazer na arcada dentária. Dessa forma, consegue propor o melhor tipo de aparelho ortodôntico a ser utilizado.

Principais aplicações da radiologia odontológica

A radiologia odontológica pode ser aplicada para diversas finalidades. A seguir, listamos as principais delas. Confira!

Cirurgia bucomaxilofacial

A cirurgia bucomaxilofacial é a especialidade odontológica que trata de deformidades e patologias na boca, face e pescoço. Por meio da radiologia odontológica, o profissional observa possíveis lesões e fraturas antes da operação. Além disso, é possível evitar a colocação de próteses fixas e móveis desnecessárias.

Essa especialidade odontológica compreende os traumas e fraturas dos ossos da face, bem como patologias e tumores dos maxilares, alterações congênitas do crescimento facial, problemas da articulação temporomandibular (ATM), entre outros.

Todos esses problemas podem ser melhor diagnosticados e tratados com a radiologia odontológica.

Ortodontia

A ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares dos pacientes, que possuem essas partes posicionadas de forma inadequada.

O profissional especialista na área trata dentes tortos ou que não se encaixam corretamente, por exemplo. Assim, se evitam quadros de doenças periodontais, entre outros problemas.

A radiografia odontológica permite a visualização de quais dentes estão fugindo do alinhamento correto. Com isso, o ortodontista pode decidir pelo tratamento ou aparelho mais indicado. Por fim, ela auxilia na confecção de moldes de gesso e é fundamental na documentação necessária para o planejamento do tratamento ortodôntico.

Implantodontia

Chamamos de implantodontia, a especialidade odontológica que tem como objetivo a implantação, na mandíbula e na maxila, de materiais aloplásticos que servem para suportar próteses unitárias, parciais ou removíveis,  e próteses totais.

Na implantodontia, a radiologia odontológica proporciona a visualização do local exato onde será colocado o implante e se há a necessidade de usar enxerto. Essa avaliação minuciosa pode evitar o uso de próteses fixas ou móveis.

Periodontia

A periodontia é a especialidade odontológica que trata os tecidos que são sustentação para os dentes, chamados de periodonto. 

Entre outras coisas, a periodontia tem o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar problemas e doenças que atingem a gengiva, os ligamentos periodontais e os ossos alveolares.

A radiografia permite observar a saúde do osso alveolar e dos tecidos imediatamente próximos aos dentes, além de auxiliar na identificação da perda óssea.

A imagem radiográfica é formada por projeções bidimensionais em áreas pretas e brancas, criando variações de cinza. Com isso, ela pode ser classificada entre duas categorias:

  • Radiolúcida: imagem radiográfica escura, de estruturas com pouco poder de absorção dos raios-X;
  • Radiopaca: imagem radiográfica clara, de estruturas com maior poder de absorção dos raios-X.

Essa classificação depende da densidade das áreas próximas, que servirão de fundo para a imagem.

História da radiologia odontológica

Para se aprofundar no tema da radiologia odontológica, é muito importante conhecer a história dessa atividade, ou seja, saber como tudo começou e evoluiu para os serviços que temos nos dias atuais.

Na imagiologia médica, o raio-X é o mais antigo e o mais utilizado tipo de exame. Ele foi descoberto por Willian Conrad Roentgen, em 1895, enquanto ele trabalhava com raios catódicos, e rapidamente se tornou um dos mais importantes exames complementares da medicina. Por não saber a origem desses raios, denominou-os X, símbolo utilizado na Matemática para elementos desconhecidos.

Em 28 de dezembro de 1895, Roentgen publicou o artigo intitulado “On a new kind of rays“, reconhecendo a importância de sua descoberta. Foi também nessa data que foi realizado o primeiro raio-X da história.

A primeira radiografia a ser registrada foi a mão esquerda de Anna Bertha Roentgen, esposa do cientista. Durante os primeiros anos, o raio-X levantava certos questionamentos na sociedade. Algumas pessoas eram contra o procedimento, porque achavam que ele poderia captar a alma da pessoa radiografada.

Depois de 14 dias do anúncio da descoberta de Roentgen, as primeiras imagens dentárias foram feitas na Alemanha. O dentista Friedrich Otto Walkhoff e o professor Fritz Giesel usaram uma placa de vidro fotográfico comum envolta em um dique de borracha e papel preto para registrar os molares do próprio Walkho. O tempo de exposição foi de 25 minutos.

Também na Alemanha, o físico Walter Konig conseguiu obter imagens mais satisfatórias em menor tempo de exposição (9 minutos), em 1 de fevereiro de 1896. Esse registro foi considerado um grande passo para a história da radiologia odontológica.

Em abril de 1898, Walkhoff conseguiu capturar imagens radiográficas extraorais com um tempo de exposição de 30 minutos. A perda de cabelo foi notada no lado da cabeça de alguns dos pacientes após a radiação. 

Em 1927, Giesel morreu de carcinoma metastático causado pela grande exposição das mãos à radiação. Os casos de cientistas que desenvolveram câncer e outras doenças ao estudar a radiologia não são raros. Afinal, na época, ainda não se conheciam os cuidados necessários para manipular elementos radioativos.

Nos EUA, atribuiu-se ao dentista Edmund Kells a primeira radiografia odontológica do país. Em 1896, ele se tornou o primeiro clínico no mundo a ter um aparelho de raios-X no consultório.

Com tanto tempo de contato com os raios e sem a proteção específica, Kells começou a amputar os dedos da mão esquerda, até perdê-la por completo. Mais tarde, perderia também seu braço esquerdo.

Kells continuou a trabalhar com a Odontologia e desenhou diversos instrumentos que o permitiam trabalhar com apenas uma mão. No entanto, após 20 anos lutando contra os efeitos da radiação (que também atacaram sua mão direita), 42 cirurgias e enxertos de pele, Kells se suicidou.

No Brasil, o primeiro aparelho de raios-X foi instalado pelo Dr. José Carlos Pereira Pires, em 1897. Já o primeiro professor de radiologia odontológica foi o Dr. Ciro Silva, da Faculdade de Odontologia da USP.

A radiologia odontológica seguiu evoluindo até chegar ao que conhecemos hoje. Atualmente, os filmes radiográficos já não são necessários para fazer o registro das imagens, que podem ser coletadas de forma digital.

A radiologia digital é mais correta, ecologicamente falando, tendo em vista que os filmes e o papel radiográfico demoram muito tempo para se decompor e são prejudiciais ao meio ambiente. 

Além disso, também se desenvolveu a telerradiologia odontológica. Essa tecnologia dispensou a necessidade de consultórios dentários e clínicas de radiologia terem radiologistas trabalhando in loco.

As imagens dos pacientes podem ser coletadas nos estabelecimentos e enviadas para uma empresa terceirizada, que conta com experientes radiologistas que elaboram os laudos dos exames.

Tipos de radiografia odontológica

A radiologia odontológica é dividida em três procedimentos. Na sequência, explicaremos sobre cada um deles.

Radiografia Intrabucal

Nesse tipo de exame, o sensor é colocado dentro da boca do paciente. A radiografia intrabucal divide-se em:

Periapical

É a radiografia de toda a anatomia do dente, das faces vestibular e lingual, osso e tecido de sustentação. Ela é a radiografia mais utilizada em Odontologia, porque pode ser aplicada para análise de qualquer dente, tanto da arcada superior, quanto da inferior.

A radiografia periapical é indicada para:

  • auxílio no diagnóstico de alterações patológicas no periodonto de sustentação (trauma oclusal);
  • conhecimento da anatomia dos dentes, número de raízes e condutos;
  • observação da existência de cáries e do comprometimento do dente;
  • diagnóstico de cistos ou corpos estranhos;
  • visualização de implantes e obturações;
  • análise do germe dental e do decíduo;
  • avaliação de lesões no periápice.

A radiografia odontológica periapical não exige nenhuma preparação prévia. No entanto, segundo as leis de vigilância, deve sempre ser utilizado o avental de chumbo, em todos os momentos e em todas as circunstâncias. Nos casos de pacientes gestantes,  o procedimento não pode ser  realizado se a paciente não apresentar uma autorização do dentista para realização do exame.

Interproximal ou Bite-wing

Essa é uma técnica para observação das coroas inferiores e superiores de uma região. Em cada imagem, é possível observar as coroas completas de dois a três dentes, tanto do maxilar, quanto da mandíbula.

O termo bite-wing (“asa de mordida”, em português) refere-se à maneira como a arcada dentária prende o dispositivo radiográfico ― uma aleta em formato de asa ―, o que permite que um mesmo exame mostre os dentes superiores e inferiores.

A radiografia interproximal é a mais indicada para visualização dos dentes pré-molares e molares e, principalmente, de cáries interproximais, crista óssea e excessos marginais nas restaurações.

Oclusal

Trata-se de um tipo de radiografia intraoral indicada para visualização da posição de raízes residuais, dentes do siso e excedentes,

A película radiográfica é colocada entre o maxilar e a mandíbula, também como se o paciente estivesse mordendo o material. O raio-X incide em um ângulo específico em relação à posição da película.

Além da observação de dentes inclusos, a radiografia oclusal permite visualizar patologias de maior extensão, calcificações em ductos e glândulas salivares.

Radiografia extrabucal

É a imagem feita por fora da boca, com foco no crânio, maxilar e mandíbula. Apesar disso, por meio dela é possível visualizar a situação geral dos dentes.

A radiografia extrabucal é ideal para uma exploração radiológica maior, pois permite a observação de mais elementos anatômicos para o acompanhamento do tratamento ortodôntico.

Também é indicada para pacientes que sofrem de condições que não permitem a radiografia intrabucal, como trismo, náusea e politraumatismos. No entanto, a radiografia extrabucal não apresenta muitos detalhes nas imagens.

Conheça os tipos de radiografia extrabucal:

Panorâmica

Proporciona uma visão geral do maxilar e da mandíbula em uma só tomada. É utilizada como radiografia de primeira escolha por permitir uma visualização geral e rápida da arcada dentária. Envolve pouquíssima radiação.

Radiografia Panorâmica

Panorâmica com traçado

Após a radiografia panorâmica, o radiologista traça as estruturas anatômicas da imagem, identificando possíveis espaços para implante. Depois disso, é possível estimar o tamanho das próteses.

Cefalométrica

Também chamada de traçado cefalométrico ou telerradiografia lateral, a radiografia cefalométrica permite a visualização das vias aéreas do paciente. Semelhante à panorâmica, essa radiografia proporciona a observação lateral do crânio. A cabeça do paciente fica posicionada simetricamente a uma pequena distância do sensor.

Com ela, é possível avaliar o crescimento do crânio e da face pela visualização do padrão dento-esquelético-facial. Na Odontologia, ela é indicada para tratamentos ortodônticos e cirurgia maxilofacial.

Submentovértice (Hirtz)

Utilizada para observação de assimetria nos côndilos mandibulares, seio esfenoidal, parede posterior do seio maxilar e fraturas no arco zigomático. Solicitada para diagnósticos de ortodontia e cirurgia bucomaxilofacial.

PA (póstero-anterior) seio frontal

Também chamada de telerradiografia frontal, é indicada para tratamento cirúrgico. Por meio dela, é possível analisar os seios paranasais e possíveis fraturas, assim como assimetrias do maxilar e da mandíbula. A radiação incide na parte posterior e sai na anterior.

PA seio maxilar (Watters)

Usada para análise dos seios maxilares, assoalhos das órbitas, seio frontal e células etmoidais. Indicada para suspeitas de lesões ósseas no arco zigomático e para localização de patologias, corpos estranhos, fragmentos de raízes e dentes no interior do seio.

Radiografia Articulação Temporo-mandibular (ATM)

Utilizada para visualização do posicionamento dos côndilos em relação à fossa mandibular. O exame captura imagens da boca em máxima abertura e em oclusão. Também é indicada para analisar a movimentação da mordida.

PA de mandíbula

Permite a visualização de diversas estruturas do rosto, incluindo a ATM. É indicada para a observação de corpos estranhos, raízes residuais, dentes inclusos, extensão da área da fratura, áreas patológicas, deformidades e controle pós-operatório.

Tomografia Cone-Beam

Também chamada de tomografia computadorizada de feixe crônico, a tomografia Cone-Beam oferece o que há de mais tecnológico na radiologia odontológica. Isso porque, ela oferece imagens tridimensionais com baixo nível de radiação. A fonte de raios-X emite a radiação em formato de cone, por isso seu nome. O tempo de exposição é bem curto: de 6 a 7 segundos.

Após a captura, as imagens são levadas ao computador, que conta com um software capaz de reconstruí-las em 2D ou 3D.

radiologia Odontologica

Benefícios da radiologia odontológica

Os profissionais de Odontologia têm a oportunidade de trabalhar tanto com a radiologia odontológica convencional quanto com a digital. No entanto, exceto o custo inferior dos equipamentos, o primeiro tipo não apresenta benefícios em relação ao segundo.

A radiologia odontológica digital divide-se em direta (DR) e indireta (CR):

  • Na CR, os equipamentos utilizados contam com um chassis para a colocação de uma placa de fósforo digital sensível à radiação, onde as imagens são digitalizadas. Quando o raio-X bate, a imagem fica salva na placa. Depois disso, ela é colocada em um leitor para a digitalização e envio das imagens para um computador;
  • Já os equipamentos de DR não necessitam da placa e do leitor, pois contam com uma placa de circuitos sensíveis à radiação, que envia diretamente a imagem para o computador.

As vantagens dessa tecnologia são:

  • Maior resolução: as imagens são muito mais detalhadas, o que facilita o trabalho do odontologista. Além disso, elas permitem a identificação de patologias ou problemas que não seriam exibidos no exame convencional;
  • Menos exposição à radiação: os exames digitais exigem muito menos tempo de contato com a radiação, o que proporciona mais segurança tanto para os pacientes, quanto para os profissionais;
  • Possibilidade de alterações: se a imagem apresentar alguma irregularidade, é possível fazer edições com softwares específicos ― alterar o contraste, recortar e inserir anotações, por exemplo;
  • Produtividade: como os exames ficam prontos instantaneamente, o diagnóstico acontece com muito mais rapidez e, consequentemente, o tratamento pode ser iniciado mais rapidamente também ― o que pode ser crucial no resultado e na percepção de qualidade pelo paciente;
  • Menor produção de lixo: equipamentos digitais não exigem filmes radiológicos, e as impressões em papel podem ser facilmente recicladas.

Interpretação radiográfica odontológica

A interpretação é a explicação daquilo que é retratado na imagem radiográfica odontológica. Ela não pode ser confundida com o diagnóstico, que é a identificação de uma patologia por meio da observação de exames.

Para chegar a um diagnóstico, o cirurgião dentista pode solicitar até três tipos de exame: o clínico, o radiográfico e o laboratorial. O exame clínico é o primeiro, portanto os outros dois podem ser chamados de complementares. A interpretação radiográfica odontológica é uma das ferramentas mais importantes (ou a mais importante) para se chegar a um diagnóstico.

Princípios gerais para interpretação radiográfica

Existem quatro princípios considerados essenciais para a interpretação radiográfica:

  • A área que vai ser interpretada precisa aparecer completamente na imagem, com incidência de luz que favoreça sua interpretação. Isso significa privilegiar os mínimos detalhes, como bom contraste, densidade, mínima distorção e enquadramento em diferentes incidências;
  • É necessário registrar não só a região de interesse, mas também o tecido ósseo normal ao redor;
  • Para a correta interpretação, é imprescindível o conhecimento das estruturas anatômicas e de suas variações nas várias tomadas perpendiculares. Entender sobre patologia também é de suma importância;
  • Antes de um tratamento odontológico é necessário sempre fazer o levantamento do estado da arcada dentária e dos espaços edêntulos, mesmo que não haja suspeita de alguma patologia.

Laudo radiográfico odontológico

Para um laudo radiográfico completo, o recomendado é a realização de uma radiografia panorâmica aliada a uma periapical. Assim, é possível ter uma visão tanto geral, quanto específica da arcada dentária e estruturas adjacentes.

Um laudo radiográfico odontológico deve contar com as seguintes informações:

  • nome e informações gerais do paciente;
  • procedimentos de imagem;
  • dados clínicos;
  • descrição do que foi achado na imagem;
  • interpretação radiográfica.

Documentação ortodôntica

É o conjunto de exames (radiografias e fotografias intra e extrabucais, arcada dentária modelada) que formam o histórico do paciente e permitem a análise do caso como um todo.

A imagem radiográfica digital deve ficar armazenada na pasta de arquivos do paciente, para visualização na tela do computador e impressão quando necessário.

Conforme os tratamentos são realizados, o dentista pode solicitar que o paciente atualize a sua documentação ortodôntica. Assim, é possível comparar resultados e verificar que rumos devem ser tomados para que os procedimentos tenham cada vez mais eficiência.

Exercício da radiologia odontológica

A área de radiologia odontológica está em plena expansão no país, atraindo cada vez mais profissionais. Para trabalhar nesse segmento, é necessário buscar qualificação nos bancos acadêmicos.

Os cursos mais populares para  trabalhar na área de radiologia odontológica são o técnico (nível médio) ou tecnológico (superior) em Radiologia. Embora ambos preparem os profissionais  para atuar na manutenção de equipamentos e análise de imagens, a principal diferença entre eles é que o tecnólogo se forma também preparado para gerir equipes, fazer pesquisas e auxiliar outros profissionais de saúde.

Além disso, o curso técnico costuma durar de um ano e meio a dois, enquanto a graduação tecnológica costuma ser concluída em três anos.

No entanto, hoje há também a pós-graduação em radiologia odontológica, ideal para dentistas e outros profissionais de ensino superior que queiram se especializar no segmento.

Radiação ionizante

Ao falarmos sobre radiologia odontológica, é interessante abordarmos também a questão da radiação ionizante. Trata-se da energia transmitida sob a forma de ondas eletromagnéticas ou partículas subatômicas capazes de ionizar átomos ou moléculas por meio da exclusão de alguns dos seus elétrons orbitrários.

Faz mais de um século que a radiação ionizante é utilizada para fins diagnósticos. Nesse período, os benefícios trazidos são superiores aos riscos observados. Porém, medidas preventivas devem ser tomadas para evitar que profissionais e pacientes sejam prejudicados ao realizar exames de imagem.

A exposição cumulativa à radiação pode ocasionar a incidência de câncer nas pessoas. Prova disso são os estudos baseados nos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, bem como o acidente nuclear na usina de Chernobyl. 

Os tubos de raio-X presentes nos radiógrafos e tomógrafos são fontes de radiação ionizante. Por isso, ao realizar exames de radiologia odontológica, é de fundamental importância que os profissionais e pacientes estejam devidamente protegidos.

Existe uma série de regras e normativas que podem ser seguidas para isso. A principal delas é o uso de coletes de chumbo, como mencionado anteriormente. Com esse acessório, se evita que o corpo absorva a radiação e desenvolva doenças.

Para a comunidade científica, é importante que os estudos sobre a radiação ionizante sigam sendo realizados. Dessa forma, novas tecnologias tendem a surgir e reduzir cada vez mais os riscos.

Neste guia, você aprendeu tudo sobre radiologia odontológica. Esperamos que você tenha gostado do nosso conteúdo e que ele tenha sido útil para você aprimorar os seus conhecimentos. Afinal, pacientes e profissionais precisam entender sobre o assunto para se protegerem da forma adequada e conquistarem os melhores resultados nos tratamentos realizados.

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Este post tem 4 comentários

  1. aurelino ferreira de arruda

    -escreveu uma bíblia – só queria o telefone para fazer panorâmica –

    1. DVIRadio

      Aurelino o telefone está no cabeçalho, rodapé e ainda pode optar por clicar no botãozinho do WhatsApp no canto inferior direito.

      Onde acessou é o blog.

      Att.

  2. Cursos Online

    Sou a Helena, e gostei muito deste artigo em seu site, tem muita qualidade parabéns vou acompanhar seus artigos, para saber mais dicas.

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