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Películas de Raio-X e reciclagem

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As radiografias são muito utilizadas no ramo da medicina, para identificar traumas e lesões nos pacientes. Como esses exames são muito importantes no histórico de saúde de uma pessoa, são comumente guardados durante muito tempo, e quando já não são tão úteis, acabam sendo descartados sem nenhum cuidado. Mas essa forma despreocupada de jogar as chapas fora faz com que elas vão parar em aterros sanitários e causem diversos problemas, pois elas contaminam o solo e o lençol freático, além de ocasionarem outros problemas.

O perigo começa na revelação

Para tornar a imagem visível, é necessário que ela seja revelada a partir da reação de uma película de grãos de prata com a hidroquinona, um agente revelador. Em seguida, a película recebe um banho de carbonato de sódio e de bissulfito de sódio, que evita a decomposição da hidroquinona. Para que a imagem não se desfaça rapidamente, é utilizada uma solução fixadora de tiossulfato de amônio, sulfato de sódio ou EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), que remove o excesso de prata existente e que poderia reagir com a presença de luz, comprometendo a imagem. A chapa então é lavada, para remover vestígios de produtos químicos que possam estragar a película, e, em seguida, seca.

Depois de realizado todo esse processo, restam ainda muitos resíduos químicos, que são encaminhados para empresas especializadas, onde são tratados.

DVI Radiologia conscientiza dentistas e pacientes para substituir película de raio-x pelo meio digital

A Reciclagem

A importância da reciclagem das chapas de raios-x vai muito além do que você imagina. Primeiramente, esse processo evita que os componentes tóxicos contaminem o meio ambiente. Outra questão importante é a possibilidade de reutilização dos materiais envolvidos.

Com 2,5 mil chapas, é possível obter de 450g a 500g de prata (cada quilograma é vendido por cerca de R$ 1,2 mil). Para comprar os equipamentos e montar a estrutura necessária, é preciso um investimento de R$ 300 mil. Com o plástico, a reciclagem de 300 kg do material gera um lucro de R$ 15 mil por mês. Os dados parecem muito vantajosos, mas é importante saber que toda empresa que quiser reciclar as radiografias deve funcionar de acordo com as licenças ambientais. A água  contaminada com  agentes químicos utilizada no processo de obtenção da prata não deve, de maneira alguma, ser lançada sem tratamento no esgoto. Portanto, a empresa deve ter a sua própria estação de tratamento de água, para evitar que o processo se torne ambientalmente inviável.

Com o plástico resultante do processo é possível fazer diversos objetos, como embalagens. Já a prata serve como matéria-prima para joalherias, por exemplo.

Alternativas

Com a inovação da tecnologia e a tendência para a geração de imagens digitais, os tradicionais exames de raios-x podem ser feitos e processados pelo computador. Os exames radiológicos são realizados diferentemente das radiografias convencionais: utiliza-se equipamentos de digitalização de imagens e o paciente é submetido a baixas doses de radiação.

Na radiologia digital, o filme convencional é substituído por uma película sensível aos raios-x, que é lida por um equipamento moderno de computação, gerando uma imagem de alta resolução. Os exames feitos a partir desta tecnologia produzem imagens de alta qualidade, que proporcionam maior visibilidade na detecção de patologias e, com isso, diminui a repetição de exames e a exposição dos pacientes à radiação ionizante.

Assim, os exames não precisam mais ser guardados em casa, ocupando espaço, e nem correm mais o risco de serem destinados para os aterros. É possível guardar as imagens em CDs, servidores digitais ou discos rígidos.

Via Ecycle

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